Quem costuma visitar Viçosa do Ceará durante o já tradicional Festival Viçosa, Mel e Cachaça, ficou, digamos, "mal-acostumado" com o nível das atrações musicais que são anunciadas a cada edição.
É que o sarrafo ficou alto. Os admiradores do evento, sempre bem organizado, veteranos e novatos, criam, a cada ano, uma expectativa maior que a outra. E não é à toa.
Em 2024, por exemplo, simplesmente Diogo Nogueira e Jorge Aragão subiram ao palco do Complexo Turístico Igreja do Céu. Em 2025, foi a vez de Jorge Vercillo e Xande de Pilares.
Na noite desse sábado (2), durante a festa de lançamento da edição deste ano, sob o repertório nostálgico do Samba 90 Graus, tendo à frente Netinho de Paula, Chrigor e Márcio Art, a Prefeitura Municipal anunciou Seu Jorge, Ferrugem e Maria Gadú como atrações dos dias 4, 5 e 6 de junho, respectivamente.
Ou seja, o nível não cai, só sobe. A capital da cachaça, reconhecida assim por concentrar mais da metade dos estabelecimentos produtores registrados no estado, atrai uma multidão ávida por qualidade, não apenas etílica, mas também musical.
Nos três dias do evento, apresentações paralelas realizadas no centro histórico da cidade valorizam artistas locais e regionais responsáveis pela perpetuação de manifestações artísticas e culturais de várias partes do Ceará. E isso segue uma pontualidade rígida.
Ao todo, mais de 50 produtores de cachaça da região têm a oportunidade de apresentar ao público seus produtos. O Viçosa, Mel e Cachaça movimenta não apenas a economia e o turismo local, mas de toda a Região da Ibiapaba.
Outro dado que eleva o patamar é a tranquilidade. Ninguém chega nem a perceber que existe um esquema pronto para agir em caso de necessidade, isso porque nunca há essa necessidade praticamente. Qualquer esbarrão involuntário é seguido de um automático "desculpe". O "por favor" é comum, assim como o "obrigado".
Tudo isso orbita em torno de uma receita que reúne planejamento, pontualidade e atrações de altíssimo nível.
Por Tadeu Nogueira
