domingo, 9 de agosto de 2026

O VELHO CANOEIRO

Por José Maria Trévia 
(Escritor Camocinense)

Adornada pelos coqueirais que crescem livremente em busca dos céus, a cidade de Camocim está situada à margem esquerda do estuário do Rio Coreaú. 

Na margem oposta, à sua frente, distando algumas centenas de metros, repousa, eterno e imponente, aquilo que o camocinense habituou-se a chamar de “Outro Lado”, pontuado pelo verde de algumas ilhas dos frondosos manguezais. 

Em tempos outros, a travessia desse espelho d’água era feita, exclusivamente, pelos pequenos barcos ou canoas à vela, transportando pessoas e suas modestas cargas, num costumeiro intercâmbio dos que levavam para o mercado a sua produção, agrícola ou pecuária, e retornavam com outras mercadorias ali adquiridas, a fim de suprir as suas necessidades.

 Como sinais do progresso e adoção de novas tecnologias, nas últimas décadas surgiram alguns pequenos barcos a motor, como meio de transporte dos habitantes nas localidades situadas no Outro Lado. Todavia, até os dias de hoje, as canoas à vela continuam a fazer, ininterruptamente, seus caminhos, ligando a nossa cidade aos povoados “outroladenses”. 

Por questões culturais, as quais foram ditadas pela necessidade de um tipo de embarcação apropriado à natureza do trabalho e do transporte demandados, a canoa impõe a sua predominância, não dando vez a que as jangadas façam parte do cenário das praias camocinenses. Definitivamente, a canoa à vela prossegue reinando naquele estuário e nas praias que emolduram o nosso município.

  E, assim, em tempos que já se foram, também fez parte desta frota de pequenas embarcações, a Flor das Ondas, nome da canoa à vela do Piluca, o nosso velho e conhecido canoeiro.

 O seu nome era Antonio Piluca do Nascimento ou, simplesmente, “Seu” Piluca, nascido em Camocim aos 17 dias de janeiro de 1892, filho adotivo das praias e dos manguezais, imperador do estuário do Rio Coreaú e sábio navegador, que conciliava a direção do seu destino com a vontade dos ventos, e bordejava como poucos, diante da inércia das calmarias. 

Sua canoa, a quem ele batizara de Flor das Ondas, media pouco mais de seis metros ou, talvez, um pouco menos, tamanho que não condiz com a grandeza do trabalho que praticou, durante mais de sessenta anos.

Via de regra, “seu” Piluca mantinha as pernas de suas calças arregaçadas, deixando bem à mostra os pés descalços e engelhados, resultado da rotina que o obrigava a submetê-los à umidade e ao frio. 

Era um homem alto e magro, com seu inseparável chapéu de palha e em luta constante das idas e vindas entre os lados do estuário, profissão de onde arrebatava o seu sustento e tornava possível a sobrevivência de tantos quantos utilizavam os seus serviços. 

Sua vida inteira foi dedicada ao trabalho de canoeiro, sendo, por isso, conhecedor nato dos segredos da vida praiana e dos mistérios incontáveis das águas. 

Verdadeiramente, parecia que o velho Piluca integrava o próprio ecossistema onde nasceu e criou-se, estranhamente resistente e inexplicavelmente sobrevivente de uma simbiose com a natureza, sempre à mercê das idas e vindas das marés. 

Como cidadão, foi um grande benfeitor nas relações humanas, trabalhando e servindo, sobrando-lhe, ainda, tempo e bom humor para as pilhérias que o ajudavam a tocar a vida.

- “Seu” Piluca, a que horas o senhor vai atravessar o pessoal? Pergunta alguém, sem nenhuma pretensão de viajar na sua canoa, e sem esconder que o verdadeiro objetivo era, apenas, trocar piadas com o velho canoeiro, uma forma de “insulto” que os amigos lhe dirigiam, para receber de volta as suas providenciais respostas.

- Eu vou ali no mercado, mas volto logo para lhe atravessar, respondia ele, de pronto, rindo da sua própria resposta de duplo sentido, temperada com astúcia de um lobo, mas, desprovida de qualquer maldade ou ofensa a seu semelhante.

A essência desta resposta era uma de suas marcas registradas, dentre outras que atirava aos amigos quando “provocado” durante a sua lida, matando as velas ou usando o remo para o controle da canoa, durante a atracação. Era, apenas, uma retribuição à intimidade do conterrâneo, coisa simples do povo interiorano.

 A Flor das Ondas foi, com certeza, a única grande amizade de “seu” Piluca que não suscitou ciúmes à Dona Maria do Carmo, sua esposa. Inevitavelmente, ela teve que dividir os anos de sua vida conjugal com a velha canoa preta, calafetada aos domingos e exigindo remendos para a sua vela em dias outros, sabe Deus quantos. 

Havia, sem dúvidas, um trato de camaradagem entre a nave e o navegador: “eu cuido de você e você me ajuda a sobreviver”, diria o velho canoeiro à sua inseparável companheira de trabalho.

 Durante várias décadas, o “seu” Piluca realizou um trabalho de suma importância para um povo que se beneficiou com o transporte de sua Flor das Ondas, aclamando-o, merecidamente, como um grande benfeitor.

 Entretanto, se não fosse pela simplicidade, que lhe foi peculiar durante toda a vida, provavelmente “seu” Piluca teria a vaidade de divulgar, nas rodas de conversas ou jactando-se nos burburinhos do mercado, a sumidade em que se constituiu, quando foi ele o principal canoeiro que se fez ao largo do estuário, em Camocim, no dia histórico do monumental retorno do aviador Euclides Pinto Martins, à sua terra natal.

 No dia 19 de dezembro de 1922, proveniente de uma escala em Belém, amerrissava no estuário do Rio Coreaú, em Camocim, o hidroavião biplano Sampaio Corrêa II, pilotado pelo ilustre aviador camocinense, recém chegado de sua viagem pioneira, dos Estados Unidos da América do Norte, ao Brasil. 

A aeronave, de dois motores Liberty, de 400 HP cada um, posicionou-se ao largo, enquanto “seu” Piluca deslocava a velha canoa ao seu encontro, transportando a ilustre comitiva de recepção, composta pelo Dr. Faustino de Albuquerque, Juiz de Direito; o senhor Horácio Pessoa, Presidente da Associação Rural, conhecida como Banquinho Rural; e o senhor Raul Oliveira, Jornalista e Correspondente de Jornal da Capital Cearense. 

A comissão apresentou as boas-vindas à heróica tripulação do Sampaio Correia II, composta pelo aviador Euclides Pinto Martins e o Comandante Walter Hinton, além de um jornalista e um mecânico, americanos e companheiros da grandiosa jornada.

 Na praia, cercados pela multidão que se comprimia em busca do espaço para ver de perto o herói camocinense, os demais membros da Comissão de Recepção Tobias Navarro, José Coelho e Antonio Fernandes Barros aguardavam que os viajantes pisassem em terra firme, a fim de serem iniciadas as homenagens, que lhes foram preparadas. 

Inúmeras outras canoas, talvez duas dezenas, rodeavam a Flor das Ondas, como se esta fosse uma Fragata, no comando de uma Esquadra Real. Mas, tudo era proveniente da ansiedade em ver de perto o hidroavião Sampaio Correia II e sua tripulação.

 Na sua modesta, porém honrada, função, o “seu” Piluca, ainda na plenitude de seus trinta anos, cumpria com competência e responsabilidade, o ritual de seu trabalho, próprio dos melhores canoeiros.

 Após a recepção aos heróis do Raid New York-Rio de Janeiro, e os festejos de sua memorável epopéia, no dia seguinte, pela manhã, o hidroavião deslizou no estuário pela última vez, alçando voo e rumando com destino ao Rio de Janeiro.

 Nos dias que se seguiram, este assunto dominava todas as rodas de conversas, e Camocim festejava o feito de seu filho mais ilustre.

 O outro filho seu, também ilustre, porém, menos famoso, retornou à sua rotina do trabalho de modesto canoeiro, ainda por mais quarenta e nove anos, singrando as águas do estuário, que foi o seu pequeno mundo. 

E quis o destino que dali mesmo ele partisse em sua viagem mais longa, o seu “raid” misterioso, não documentado, navegando pelos mares do “outro lado da vida”, em esplendorosas jornadas pelos diferentes segmentos do plano etéreo.

  No dia 31 de outubro de 1971, o velho Piluca deixou as últimas pegadas de seus pés descalços, no solo lamacento e salgado do Outro Lado, onde o seu corpo foi encontrado, frio e inerte, sob as sombras úmidas do manguezal onde viveu.

Texto extraído do livro "Outros Tempos", de José Maria Trévia

FELIZ DIA DOS PAIS

Existem conquistas que vão além de qualquer bem material.

Estar presente, compartilhar momentos e construir uma história ao lado da família são algumas das maiores delas.

Neste Dia dos Pais, celebramos aqueles que inspiram, protegem e ajudam a construir o futuro com amor, dedicação e exemplo.

Feliz Dia dos Pais.

Siga @reservadlourdes

sábado, 8 de agosto de 2026

TEMPORADA DOS VENTOS CHEGA COM FORÇA AO CEARÁ

O segundo semestre marca o início da tradicional temporada dos ventos no Ceará, período que transforma o litoral do estado em um dos principais destinos do mundo para a prática de esportes à vela. 

Entre os meses de agosto e dezembro, ventos fortes e constantes criam as condições ideais para modalidades como kitesurf, windsurf e wingfoil, atraindo atletas e turistas de diferentes estados brasileiros e de diversos países.

Reconhecido internacionalmente pelo clima ensolarado durante praticamente todo o ano e pelas excelentes condições para esportes aquáticos, o Ceará também registra aumento na movimentação da rede hoteleira e dos empreendimentos turísticos, impulsionando a economia local por meio do turismo esportivo.

O crescimento da modalidade ganhou ainda mais visibilidade após a inclusão do kitesurf nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, despertando o interesse de novos praticantes e fortalecendo o estado como referência internacional na modalidade.

Por Tadeu Nogueira 

CONDOMÍNIO MARIA DE LOURDES

  

Localizado à Rua 24 de maio, 2798, em Camocim, a um quarteirão da Beira-Mar, o moderno Condomínio Maria de Lourdes oferece casas de 2 e 3 quartos, praça, playground e garagem para 2 carros. 

A moradia, no formato de aluguel, possui total segurança, com cerca elétrica, câmeras e vigilância 24 horas. 

Mais informações: 

Corretor de Imóveis Edu Albuquerque (Creci 11203F)
(88) 9 9625-7571 (whatsapp) ou pelo direct de @edu.corretor

Veja mais fotos AQUI 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

TAINAH E ROMEU FORÇAM NOVO JULGAMENTO DAS CONTAS DE JAIME NESTA SEGUNDA NO TRE

A ex-candidata Tainah Marinho e o Deputado Romeu Arruda não aceitaram a derrota nas urnas e seguem travando batalhas judiciais contra o prefeito Jaime Veras e a vice Carmem Lúcia. 

O mais recente capítulo dessa novela teve como palco o TSE, em Brasília: a coligação recorreu ao Tribunal Superior e conseguiu que o TRE-CE fosse obrigado a reabrir o julgamento das contas de campanha de Jaime.

Vale lembrar que o juiz eleitoral Dr. Alan Augusto já havia analisado e aprovado o uso dos recursos do Fundo Eleitoral. 

A coligação de Tainah e Romeu recorreu ao TRE-CE, mas o Tribunal cearense, na época, nem examinou o caso: entendeu que a oposição não tinha legitimidade para questionar. Para a maioria dos analistas, ali a questão teria terminado.

Mas não para Tainah e Romeu. A ex-candidata subiu a Brasília, agora acompanhada de ex-ministros atuando como seus advogados, e conseguiu reverter. 

O TSE reconheceu que a coligação podia, sim, questionar as contas, anulou o julgamento anterior e determinou que o TRE-CE reanalise o caso. 

A nova sessão está marcada para esta segunda-feira, 10 de agosto, às 9h, com relatoria do desembargador Wilker Macêdo Lima.

Enquanto isso, Jaime Veras segue no comando da Prefeitura de Barroquinha, mas agora sob a sombra de mais um julgamento. As contas já haviam sido aprovadas em primeira instância. Agora, por insistência da oposição, terão que ser reanalisadas. O resultado pode definir o futuro político do município.

Por Tadeu Nogueira

CONSTRUA CASA DUPLEX A PARTIR DE R$ 200 MIL

 

Em Camocim, o Engenheiro Civil Washington Trévia (CREA 9839-D-CE), profissional formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com mais de trinta anos de experiência comprovada em obras de pequeno, médio e grande porte na cidade de Fortaleza e região norte do estado, está construindo casas duplex financiadas a partir de R$ 200 mil Reais.

Não é apenas engenharia, é construção com experiência e credibilidade comprovadas!

Venha construir conosco!

Mais informações: (85) 9 9981-1103 (whatsapp)

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

CAMOCIM CONECTADO À ROTA DAS EMOÇÕES


O Conexão Rota das Emoções, que reúne representantes do Sebrae, da Embratur, das secretarias estaduais e municipais de turismo, além de gestores públicos, especialistas e lideranças que atuam no desenvolvimento do turismo regional do Ceará, Piauí e Maranhão, teve início nesta quarta no prédio histórico da Estação Ferroviária de Camocim.

A abertura contou com a presença da prefeita anfitriã Betinha Magalhães, do Diretor-Presidente da Embratur, Bruno Reis, do Secretário de Turismo do Estado do Ceará, de Ana Clévia Guerreiro, Coordenadora de Projetos do Sebrae Nacional, dos prefeitos de Jijoca de Jericoacoara, Leandro Cezar, de Cruz, Dery Muniz, além de representantes de empresas do trade turístico e dos prefeitos de Jijoca

A programação contou com palestras e com o lançamento do Plano Brasis Rota das Emoções.

Nesta quinta (6), último dia do Conexão Rota das Emoções, haverá rodada de negócios com empresários, palestras, apresentações de novas experiências, além de show do Cantor Waldonys, às 18h.

Confira agora as “conexões” produzidas ontem pela Reportagem de Stephanie Mesquita e Guilherme Lins.

Mais informações: @igrcerotadasemocoes

Texto (sem IA): Tadeu Nogueira
www.camocimonline.com

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

NOVO CNPJ E O FIM DO "MIL AO CONTRÁRIO"

Desde o início de julho deste ano, os novos CNPJs (Cadastros Nacionais das Pessoas Jurídicas) passaram a ter letras e números. 

A alteração será aplicada apenas para novas inscrições e os números dos CNPJs já existentes não mudarão.

A mudança para o CNPJ alfanumérico foi anunciada pela Receita Federal em 2024 em resposta à crescente demanda por novos números de cadastro e para evitar que se esgotassem as combinações possíveis, o que, sem a inclusão de letras nos CNPJS, provavelmente ocorreria em janeiro de 2031.

Com o novo modelo, o tradicional 'mil ao contrário' ou 'mil contra' não será mais um padrão para indicar a matriz da empresa.

Hoje, a presença do sufixo 0001 no CNPJ indica que o estabelecimento é a matriz (sede principal) da empresa. Segundo a Receita, com a mudança, em um primeiro momento, ele continuará tendo esse significado quando o CNPJ for aberto, mas essa associação não será permanente.

O novo formato de CNPJ não afetará a chave Pix de empresas e nenhum valor será cobrado dos contribuintes, havendo somente custos associados à atualização dos seus sistemas, segundo a Receita.

Por Tadeu Nogueira 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

DEPUTADO SÉRGIO INICIA CAMINHADA RUMO AO 6º MANDATO CONSECUTIVO

Sérgio Aguiar é oficialmente candidato a Deputado Estadual pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).  

Caso seja reeleito, o parlamentar garantirá sua 6ª vitória consecutiva como membro da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (ALECE). 

Em seu primeiro pleito, em 2006, aos 35 anos de idade, ele foi o 14º candidato mais votado com 47.607 votos. 

Em 2018, saltou para a 3ª colocação, obtendo a marca expressiva de 100.925 votos.

Em 2022, foram 97.522 votos. A maioria, 18.738, veio de Camocim, seu principal colégio eleitoral. Sérgio tem atualmente 55 anos de idade.    

Por Tadeu Nogueira

CAMOCIM NO ROTEIRO DE PILOTO QUE ESTÁ DANDO VOLTA AO MUNDO

Jundiaí (SP) foi o ponto de partida de uma expedição aérea que promete entrar para a história da aviação brasileira.

Na manhã do último dia 28 de julho, o piloto Mario Jorge, conhecido como no Instagram como Comandante, iniciou uma viagem ao redor do planeta a bordo de um monomotor Beechcraft Bonanza F33A, batizado de “Brasileirinho”.

A missão prevê um percurso por mais de 50 países, atravessando os cinco continentes durante cerca de seis meses.

Ao longo do trajeto, o piloto enfrentará voos sobre oceanos, diferentes fusos horários, condições climáticas extremas e desafios logísticos, em uma jornada planejada para percorrer dezenas de milhares de quilômetros.

A aventura tem como objetivo promover a aviação brasileira e inspirar apaixonados por voos, levando a bandeira do Brasil a diversos destinos ao redor do mundo.

Camocim, terra de Pinto Martins, aviador que deixou seu nome na história, entrou no roteiro desse feito incrível.

Natural de Aquidauana (MS), Mario Jorge pousará com seu “Brasileirinho” em solo Camocinense nesta terça-feira (4), por volta das 10h30.

O Camocim Online vai contar essa história para você.

Por Tadeu Nogueira

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

IFCE CAMOCIM ABRE SELEÇÃO PARA ESPECIALIZAÇÃO EM ANÁLISE AMBIENTAL

O campus de Camocim do Instituto Federal do Ceará (IFCE) está com inscrições abertas para o processo seletivo da Especialização em Análise Ambiental. 

Gratuito e na modalidade presencial, o curso de pós-graduação lato sensu oferece 30 vagas destinadas a profissionais graduados em diferentes áreas do conhecimento interessados em ampliar sua formação na área ambiental.

As inscrições podem ser realizadas gratuitamente entre os dias 5 e 31 de agosto, conforme as orientações previstas no edital. 

Das vagas ofertadas, 21 são destinadas à ampla concorrência, seis são reservadas para candidatos pretos, pardos e indígenas (PPI) e três para pessoas com deficiência (PcD). 

O curso é voltado a graduados em áreas como Biologia, Química, Geografia, Engenharia, Arquitetura, Administração, Direito, Economia e áreas afins, além de outros profissionais interessados na temática ambiental.

Com carga horária de 400 horas e duração prevista de 24 meses, o curso será ofertado de forma presencial no campus Camocim. As aulas ocorrerão às sextas-feiras, no período noturno, e aos sábados, nos turnos da manhã e da tarde.

O edital completo, o cronograma e as orientações para inscrição estão disponíveis na página do processo seletivo do Campus Camocim: https://portal.ifce.edu.br/

Por Tadeu Nogueira 

domingo, 2 de agosto de 2026

CAMOCINENSES EMOCIONAM COM RELATO SOBRE A CASA VIDA


Com a devida autorização, estamos reproduzindo vídeo e texto de autoria do perfil
@casavidaicc

A intenção é compartilhar com nossos seguidores os relatos de dois Camocinenses que descobriram, por conta do câncer, a Casa Vida.

Segue abaixo o texto original:

Sair de Camocim, a quase 360 km de distância de Fortaleza, para enfrentar o diagnóstico e o tratamento contra o câncer não é uma jornada simples.

Quando o Seu Iroan e a Dona Maria Neide chegaram à capital, trouxeram na bagagem o medo de quem não tinha onde ficar, nem a quem recorrer numa cidade grande.

Na cabeça dela, a incerteza de chegar “perdida, sem saber pra onde ir”. No peito dele, a coragem de quem sabia que a distância não importava, desde que o cuidado fosse o melhor.

E ao cruzarem a porta da Casa Vida, a história mudou.

O medo de ficar sozinho deu lugar a uma nova família.

A dúvida de onde dormir virou o aconchego, com refeição, suporte e o sorriso acolhedor de cada funcionário do zelador à direção.

Por aqui, eles viram a angústia virar esperança e acompanharam com emoção a alegria de cada vizinho de quarto bater o sino da vitória.

Depoimentos como o deles nos lembram diariamente do verdadeiro sentido do nosso propósito.

A jornada é longa, mas quando o afeto se faz presente, ninguém precisa caminhar sozinho.

Acompanhe esse relato emocionante e ajude a fortalecer a corrente que mantém esse porto seguro ativo para quem vem de longe!

📞 Informações e doações: (85) 4012-1350.

O SEGUNDO SOL

Por Avelar Santos

Amanheceu! 

E as belas cores da radiosa manhã, que refulgiam, ao longe, no horizonte, foram, aos poucos, descortinando o milagre sublime da criação. 

De repente, as ruas, que andavam desertas há tempos,  ganharam mais vida, enchendo-se de pessoas que saudavam, alegres, um novo amanhã. 

O pesadelo acabara! 

Depois de alguns anos de  enclausuramento, em casa, temendo o contágio do vírus mortal, sofrendo indizíveis angústias, eis que podiam tentar ser felizes, novamente, absorvendo a magia das coisas simples, que nos rodeiam no cotidiano, tão esquecidas devido à pantera da aflição aguda que nos ameaçara, felina, mostrando-nos os afiados caninos brancos, que nos  amedrontaram a alma, derramando sorrisos, como se crianças elas fossem,  tirando  o futuro da corda de equilibrista, em que, perigosamente, ele se encontrava, meio que paralisado, trazendo-o para mais perto do coração, onde os sonhos germinam, buscando esquecer, de vez, aquela noite tenebrosa.

Após uma longa espera, em que o tic tac do relógio, misturado ao tédio, havia anestesiado os sentidos, na qual muitos testaram seus limites emocionais, por conta da voracidade da doença que abatia, aqui e ali, a cada dia, amigos e entes queridos, cientistas israelenses, finalmente, haviam descoberto uma vacina contra esse mal, abrindo, assim, uma trilha  mais segura para todos andarmos no cipoal de tantas incertezas que se agigantara à nossa frente.

E o que se observou, nesse interregno, foi o florescer da espiritualidade, da busca intensa por Deus, feita pelos homens de boa vontade, que, muito embora  muitos transidos pelo medo, acalentavam o desabrochar da flor da esperança do surgimento de uma era de paz, para a humanidade, sob a graça e  infinitas bênçãos dos céus.

O badalar dos sinos ecoava, solene, pelos ares,  anunciando que chegara a hora de readentramos os templos para agradecer ao Senhor por Sua infinita misericórdia, repletos de gratidão e de completa humildade franciscana.

Durante esse período pandêmico foi necessário, para tanta gente, repensar valores, aparar as arestas, endireitar certas veredas, mergulhar, profundamente, no sagrado,  na ânsia de encontrar respostas aos questionamentos que pudessem dar maior  sentido à existência.

E a poesia do amor rompeu barreiras, a solidariedade atravessou os sete mares, chegando aos confins dos continentes, irmanando os seres humanos num abraço colossal como jamais ocorrera antes. 

Duro foi o aprendizado por que passamos. Afinal, foi preciso passarmos pela escuridão da noite para  vermos o esplendor da aurora. 

Doravante cada um de nós buscaria semear o bem, estreitar os laços de amizade, esquecer rancores cinzelados nos monólitos do passado, perdoar aqueles que nos magoaram, amar de forma incondicional à família, ser mais tolerantes com o próximo, lançar, enfim, ao mar, a rede da unidade universal em torno da Mãe Gaia, permitindo-lhe renascer, revigorando sua complexa e grandiosa teia.

E a luz se fez, refulgente, como nunca se vira antes!

E o segundo sol brilhou, enfim, sobre a Terra!

*Professor e Escritor Camocinense

sábado, 1 de agosto de 2026

CAMOCIM: LIBERDADE DO AUTOR DE CHACINA REPERCUTE NACIONALMENTE


A recente decisão judicial que acabou colocando em liberdade Antônio Alves Dourado, autor da 
primeira chacina da história de Camocim, ocorrida na madrugada de 14 de maio de 2023, Dia das Mães, quando quatro policiais civis foram assassinados a tiros dentro da Delegacia de Polícia Civil, vem repercutindo país afora. 

Dourado, que também era policial civil, confessou e se entregou em seguida. 

Após laudos psiquiátricos, a justiça entendeu que Dourado não poderia ser responsabilizado pelo crime, convertendo a sua prisão em medida de segurança de internação hospitalar por tempo indeterminado.

Agora, o juiz da Vara do Júri de Camocim determinou sua desinternação. Além disso, autorizou que ele more em Belém (PA). Dourado agora só precisa continuar o tratamento com acompanhamento médico.

O magistrado rejeitou a manifestação do Ministério Público, que defendia a manutenção da internação por entender que ainda existiria risco de periculosidade.

Veja a repercussão do caso na Reportagem da Band TV

Por Tadeu Nogueira