domingo, 14 de junho de 2026

UM FUSCA DE OUTRO MUNDO

Por Avelar Santos* 

Quando os engenheiros alemães da Volkswagen - a pedido do próprio Führer - projetaram um veículo que fosse  simples, versátil  e econômico, no despertar ruidoso e incerto dos anos 40, incrementando, assim, sobremaneira o esforço de guerra dos germânicos, nenhum deles jamais poderia imaginar - mesmo àqueles mais fanáticos e adeptos incondicionais da pureza da raça ariana e do orgulhoso Reich de mil anos - do sucesso absoluto que aquele carrinho faria no mundo todo.

No Brasil, trazido pelo grande estadista mineiro JK, que sonhou como ninguém o país do futuro, chegou com as primeiras dores do parto da indústria automobilística nacional, e logo logo se tornou uma verdadeira coqueluche verde-amarela contagiando em cheio os embasbacados pacientes das classes A a Z, vendendo como água da fonte no pingo do meio-dia no deserto de Gobi.

Comprei meu primeiro fusca - um velho 77, cor de pitanga, motor 1.300 - há cerca de quatro anos atrás. (Antes do casamento consumado, foram três meses de namoro platônico, com direito a passeios rápidos em itinerários anões que não me proporcionavam o mínimo deleite nem o conhecimento necessário de sua já combalida saúde)

Extremamente zeloso, deixei-o pouco a pouco morrer de inanição. Também pudera! Preocupava-me única e exclusivamente em colocar o combustível - às vezes nem isso - e, a cada década, a passo de tartaruga, trocar o óleo do cárter. 

Assim, com todo esse zelo e cuidado de amante de primeira viagem, comecei a fazer a perigosa - e cansativa - cabotagem semanal por todas as oficinas da cidade, cujos mecânicos, dissimuladamente, no início, e, ostensivamente depois, benziam-se ao me ver chegar com o meu vermelhinho - mais conhecido por aqui que arroz de terceira - sabendo eles que viria pepino grosso para descascarem.              

Não! Não os culpo por essa atitude tão hostil e pouco educada que fere de morte o código civilizado de boas maneiras. Afinal, eles é que sofriam de verdade - em dose dupla, cavalar mesmo em descobrir em tempo recorde qual era a manha do carro naquele dia.  

Assim, sol a sol, fui esgrimindo - feito mosqueteiro de Luis XIV - minha paciência com os donos das oficinas locais em combates mortais de tédio, a anos-luz de distância do glamour impecável e característico de um duelo da época dos nobres medievais. 

O meu naufrágio inicial deu-se nas costas da África Setentrional - oficina do Raimundinho - onde, inadvertidamente, quase sucumbi. 

Foi lá que fizemos o célebre milagre da transformação da cachaça em vinho: o carro entrou todo quengado e saiu que foi uma lindeza, reluzindo e derramando ouro por onde passava. Gastei tanto com esse remendo improvável que certamente compraria outro pé de borracha de igual quilate e ainda sobraria troco suficiente para uma pequena farra no Timoneiro ou quiçá lá para as bandas do exótico, ecológico e sossegado Bar das Quengas.

Depois vieram naufrágios outros - e intermitentes - nas costas da África Meridional, Piau, Central, Bené-Josal... e outras quantas que não sei - e nem quero saber o nome.

Mas não pensem vocês que tudo são dissabores! Não! Vivi uma intensa lua-de-mel com o meu fusca e  sou eternamente grato a ele pelos bons momentos que - juntos - passamos. 

Desbravamos incólumes novos lugares, conhecemos pessoas interessantes, estreitamos velhos laços de amizade, percorremos, felizes, afrodisíacos caminhos virgens e, embevecidos - e sempre em ótima companhia - fomos testemunhas oculares do nascer e do pôr-do-sol de belos dias, além de contemplarmos o caminhar incessante da lua e das estrelas, em noites perfumadas memoráveis...

Por onde andamos, deixamos um rastro de saudade - ou um sentimento de alívio quando partimos. Abençoaram-nos e amaldiçoaram-nos vezes infinitas. O que fazer? É a vida!

Aos diletos amigos - e são tantos que não dá para citá-los todos - que me ajudaram gentilmente a sair do prego em diversas ocasiões, e nas horas mais impróprias, empurrando resignada e alegremente o fusquinha Camocim abaixo e acima, sem se importarem com os apupos e impropérios terríveis proferidos pela plebe rude, o meu imorredouro apreço.

Tranquilizem-se! O carro está com os cascos afiadíssimos e em ponto de bala! Tão cedo - queira Deus - vocês não vão precisar suar a camisa: acabo de trocar o motor por um outro - tão velho quanto o antigo, mas que ainda funciona a contento - e espero honestamente passar pelo menos algumas semanas desfrutando do prazer de dirigir ser dar vexame no meio da rua, atrapalhando o tráfego e irritando - com razão - os pacatos e educados moradores de nossa belíssima urbe. 

Como seria boa - e oportuna - esta breve pausa para meditação, sem ter que atravessar o horripilante - e velho conhecido - corredor fantasmagórico polonês dos atropelos diários de carburador sujo, tanque de gasolina furado, bateria arreada, câmbio emperrado, burrinho de freio cansado, embreagem com distrofia muscular, platinado, bobina e velas imprestáveis...

Arre égua! Eita lasqueira da moléstia!

Se isto acontecer,  tenho uma estranha premonição que sentirei saudades! Por mais absurdo e esquizofrênico que isto possa parecer, perdoem-me, mas já estou tão acostumado com este desmantelo todo do meu fusca que no dia em que ele não apresenta problema algum, ponho as barbas de molho, fico preocupado, sorumbático mesmo, de olho na ressaca futura que certamente será de amargar.

E aí, salve-se quem puder!

*Professor e Escritor Camocinense 

AP FRIOS FESTEJARÁ 11 ANOS COM OFERTAS IMPERDÍVEIS

O Supermercado AP Frios está preparando um dia inteiro de ofertas imperdíveis para o dia 17 de junho, data em que a empresa comemora 11 anos de atendimento diferenciado, preços imbatíveis e respeito aos clientes. 

Entre 7h e 21h, haverá degustação de produtos e novidades que só na AP Frios é possível encontrar. 

A AP Frios fica localizada à Rua 24 de Maio, em frente à Americanas, no centro comercial de Camocim.

Delivery 88 99402-1763 (whatsapp)

Siga @ap_frios_oficial

sábado, 13 de junho de 2026

SOBRAL: VENDE-SE OU TROCA-SE APARTAMENTO

Vende-se um apartamento em Sobral, com localização privilegiada, próximo ao Parque da Cidade, padaria, supermercado, posto de gasolina, centro de convenções, OAB, academia, universidades, escolas (públicas e particulares) e restaurante.

O imóvel possui 3 quartos (1 suíte), uma vaga de garagem, escritura pública, além do IPTU em dia.

Endereço: R. Henrique Rodrigues, 155 - Campo dos Velhos.

Valor: R$ 280.000,00

O proprietário analisa troca por casa em Camocim.

Mais informações (WhatsApp): 88 9 9630-3951(Wellington)

Por Tadeu Nogueira

BARROQUINHA: COLIGAÇÃO DE TAINAH VOLTA A ATACAR JAIME VERAS

O prefeito de Barroquinha, Jaime Veras Silva Filho, enfrentará mais uma tentativa de cassação de seu mandato. 

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) marcou para o próximo dia 16 de junho, às 9h, o julgamento do Recurso Eleitoral nº 0600197-56.2024.6.06.0108, movido pela coligação "Barroquinha Meu Amor", de Tainah Marinho, atual esposa do deputado Romeu Aldigueri de Arruda.

A movimentação judicial representa mais um capítulo da disputa política que se intensificou após as últimas eleições. 

Romeu conseguiu se consolidar como principal liderança oposicionista após desbancar o ex-prefeito Ademar e articular politicamente para concentrar as pretensões eleitorais em torno da candidatura de Tainah Marinho na sigla do PT, desbancando também outros potenciais candidatos à prefeitura pela oposição em um partido só, o PT.

No julgamento, o caso será relatado pelo desembargador eleitoral Wilker Macedo Lima e faz parte da pauta da sessão de julgamento do TRE-CE marcada para a próxima semana. 

Os advogados responsáveis pela defesa do prefeito Jaime Veras são Alba Maria Gomes Aguiar e Jorge Umbelino da Silva.

A nova investida judicial ocorre em momento em que Tainah Marinho e Romeu Arruda articulam suas pré-candidaturas no âmbito estadual e federal, respectivamente. . 

O julgamento promete movimentar o cenário político local, especialmente com a proximidade das futuras disputas eleitorais estaduais.

Por Tadeu Nogueira 


A PRAÇA DA ESTAÇÃO

Por José Maria Trévia 
(Escritor Camocinense)

Às vezes, quando nos surpreendemos com pensamentos voltados para lugares que fizeram parte de nosso passado e, consequentemente, nos trazem recordações de momentos ali vividos, não raramente uma praça é o cenário principal desses acontecimentos, que marcaram a nossa existência. 

Acreditamos que isto se deva ao fato de ser esse tipo de logradouro que, em tempos outros, reunia as mais variadas e propícias condições para o encontro de pessoas que buscavam um lazer extremamente simples. 

Todavia, esta diversão, supostamente simplória, muitas vezes se tornava o início de grandes amizades ou, pelos menos, ocasiões especiais que marcaram, para sempre, o rosário de nossas ingênuas lembranças. 

A praça vai muito além de um espaço visto como pulmão, pois ela também inspira amor e alimenta paixões, nos olhares que se cruzam e nos encontros que, por supostas “coincidências”, frequentemente, voltam a se repetir.

Em Camocim, dentre as praças públicas ali existentes, uma delas se destaca quando rebuscamos, nos arquivos da memória, as fases que fizeram a sua história e as particularidades que a tornaram, de certa forma, especial.

A Praça da Estação, como é mais conhecida, já foi Praça 15 de Novembro e atualmente o seu registro oficial é Praça Vicente Aguiar, numa homenagem ao genitor do líder político Murilo Rocha Aguiar. 

As calçadas do passeio, as quais contornavam todo o seu espaço e que, por costume interiorano, nós chamávamos de “avenida”, formavam um triângulo entrecortado por outros ramais, que ligavam os seus lados entre si. 

A nossa avenida, que recebera arborização e bancos de cimento liso, para o deleito dos frequentadores, possuía, ainda, dez postes de cimento, com pouco mais de dois metros de altura, encimados por um globo de iluminação. Esta maravilha de nossa época foi inaugurada, em 1954, durante o último ano do primeiro mandato do senhor Setembrino Veras, à frente do Executivo Municipal.


Esta praça, a quem inúmeras vezes foram feitas referências como “A Praça da Vitória”, mormente por ocasião dos empolgantes comícios de campanhas políticas do PSD, foi durante muitos anos o reduto sagrado dos “Cara Preta”. 

Ali, quase sempre era realizada a concentração final da campanha, justificadamente, pela presença dos estúdios do Serviço de Alto-Falantes A Voz de Camocim e do predomínio absoluto de seus partidários, naquele trecho da cidade. 

Todavia, há outros fatos e características que tornavam a Praça da Estação um atrativo especial para os camocinenses, de todas as faixas etárias e dos diversos níveis sociais que a nossa sociologia provinciana pudesse elencar. 

Em torno da mesma, além da Irradiadora A Voz de Camocim, que por si já atraía boa parte dos seus frequentadores, concentravam-se, diversas casas residenciais, o Hotel do Holanda, o Aratanha Bar e a Bodega do “seu” Brizamor, onde, posteriormente, estabeleceram-se, respectivamente, o Escritório da Martinelli, o Avenida Bar, do Dedinho Trévia, e o Bar Ranchinho, do Antonio Trévia. 

O porto ficava logo ali, a cem metros, sempre recebendo os navios da Costeira, com suas cargas e seus tripulantes, fazendo girar a roda financeira do nosso município. 

E, como se não bastasse, ali estava, imponente e bela, a Estação Ferroviária, recebendo sob as asas acolhedoras do seu enorme galpão, a memorável Maria-Fumaça e sua composição. 

Sua chegada era uma festa de recepção, um festival de bagagens de todos os tipos, uma avalanche de carreteiros apressados pela barganha de alguns mil réis.

Era, assim, a nossa praça. Entre as calçadas da avenida, a grama verde que não podíamos pisar.

- Menino, sai daí, não pode pisar na grama! Parece-me ainda ouvir este brado do Capacidade, o velho empregado da Prefeitura, de cabelos brancos e rosto rosado, que cuidava da praça. Corríamos, atravessando o gramado, desrespeitando a ordem e rindo das ameaças inofensivas do velho cuidador, que apressava o passo e se tornava mais corado que o de costume, segurando nas abas largas do seu chapéu de palha.

- Eu vou dizer pra seu pai, dizia ele quando já estávamos longe, escondidos atrás do carro de pipoca do “seu” Milton. As ameaças do Capacidade não causavam medo, até porque, o filho do Prefeito estava sempre conosco, participando das costumeiras traquinagens.

No meio do tapete de grama, do lado mais estreito da avenida, havia um canteiro repleto de Espadas de São Jorge, de onde retirávamos nossas “espadas” antes de travarmos nossas lutas entre piratas e corsários, índios e cavalaria, ou outros combates mais ousados, que a nossa infantil imaginação alcançasse ou as sessões do Cine João Veras nos inspirassem.

No início do ano de 1956, foi projetada mais uma calçada, atravessando o centro do passeio, no meio da qual se construiu um quadrado, para servir de coreto, ladeado por dois postes de iluminação, iguais aos que já existiam na praça. A partir de então, aos domingos, no horário das 19 às 20 horas, a Banda de Música executava os seus ensaiados hinos, marchas e dobrados, enquanto 

A Voz de Camocim silenciava neste intervalo de tempo, para que pudéssemos ouvir a banda tocar. Foi um período relativamente curto em que tivemos de volta as nossas retretas, de saudosa memória.

Às vezes, dávamos trégua às brincadeiras para apreciar os componentes da banda e seus trejeitos, destacando-se o Truaca no piston, exibindo o seu quepe empenado sobre a cabeça e as bochechas infladas pelo ar comprimido na boca; o “seu” Tasso, totalmente entregue ao abraço da enorme tuba; o Manoel Aristides, com sua serenidade a executar o seu trombone; o Antonio Basílio, com o seu bombardino que, anos depois, seria trocado por um saxofone; o Cabeça, um eterno brincalhão, marcando a cadência com o pesado bombo; o Manezim, com o seu clarinete choroso; e, ainda, o Batista no tarol; e o Benedito, exibindo-se com os pratos estridentes, presos aos dedos pelas tiras de couro. 

Os músicos se acomodavam nos bancos de madeira, pintados de verde, os quais, durante a semana permaneciam guardados nos estúdios do S.A.F. A Voz de Camocim.

Por vezes, a concentração dos músicos era levemente afetada pela “participação” do Acarape, um maluco, que imaginava fazer parte da banda e estava sempre buscando assediá-la, durante suas apresentações. 

Além disso, durante o deslocamento formal da mesma, o Acarape marcava a cadência e marchava garbosamente, exibindo-se com orgulho e gesticulando, como se tocasse um instrumento, que imaginava ter sob o domínio do compasso de seus dedos.

A nossa praça, de tantas vozes e tantos feitos, serviu de palco, também, para os calorosos desfiles comemorativos de nossas datas cívicas e dos nossos antigos desfiles de carnaval. 

Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, num dia qualquer do ano de 1954, encantou-nos, ali, com sua voz e sua sanfona, no mesmo local onde, no ano seguinte, seria armado o palanque para Juscelino Kubitschek dirigir seu discurso ao povo camocinense, em sua vitoriosa campanha à Presidência da República.

A Praça da Estação ainda existe, mas ela é, hoje, uma praça triste. Não há nela nenhuma criança para alegrar seu início de noite ou qualquer grupo de jovens ou casais de namorados, que lhe inspirem o romantismo de outras épocas; não há festas de chegadas, desde que o trem partiu e não voltou. 

Todos já se foram, inclusive os seus hotéis, os seus bares e as famílias de tantos lares, que adormeciam no aconchego de seu entorno. Sem os seus fregueses, o pipoqueiro foi embora, quando dali, também, afastou-se, para sempre, o vendedor de “quebra-queixo”, com o seu fraseado “quem quiser pida, porque peça é de automóvel”, enquanto insistia no repetido movimento, necessário ao corte do duríssimo doce-de-coco, sob os olhares da criançada impaciente, aguardando atendimento.

Perdemos, ainda, a doce sonoridade da praça, que nos deleitava com as saudosas músicas dos sucessos de então, visto que A Voz de Camocim, há muitos anos, silenciou. E o Capacidade, o bondoso velho da praça, assistiu à perda gradual e inclemente do significado de sua função.

Haverá o dia em que, pela força maior da razão ou pelos impulsos inexplicáveis do coração, aquele logradouro ainda há de receber o idílico nome de Praça da Saudade.

Texto extraído do livro "Outros Tempos", de José Maria Trévia



sexta-feira, 12 de junho de 2026

RESERVA D'LOURDES: COMPRE E CONCORRA A UMA CASA

 

Camocim cresce e novas oportunidades surgem para quem pensa no futuro.

O Reserva D’Lourdes é um loteamento de alto padrão criado para quem deseja investir em uma região com potencial de valorização.

✔️ Lotes a partir de 154 m²
✔️ Parcelas a partir de R$ 989,84
✔️ Comprou em 2026? Concorra a uma casa*

Saiba mais com nossa equipe.

*Consulte regulamento.

siga @reservadlourdes

CONFIRA A OFERTA DA FARMÁCIA DO RICARDO

Na Farmácia do Ricardo, você compra Creatina Total Vita por apenas R$ 49,90. 

Ligue e Peça: (whatsapp): (88) 9 9961-4742.

Facebook: @farmaciadoricardo

Siga @farmaciadoricardo no Instagram

Endereço: Rua Alcindo Rocha, na esquina da Rua José Maria Veras, ao lado do Bradesco.

ALIADOS DE ELMANO ACUSAM ROMEU DE FECHAR APOIO NA BASE DE CIRO GOMES

Aliados próximos ao governador Elmano de Freitas e ao senador Camilo Santana têm relatado, nos bastidores políticos, uma crescente preocupação com a estratégia do deputado Romeu Aldigueri de Arruda (PSB) para sua pré-candidatura a deputado federal.

Segundo essas fontes, o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) estaria "cooptando" lideranças políticas do interior alinhadas a Ciro Gomes, sem qualquer esforço para manter esses quadros na base governista.

Líderes regionais ligados ao PT e ao PSB governista relatam que Romeu tem intensificado sua presença em "redutos ciristas", em contato direto com vereadores, suplentes e ex-prefeitos, oferecendo espaço na Alece e em sua futura estrutura de campanha federal.

A estratégia teria se intensificado desde janeiro de 2026, quando Romeu recebeu, em um único dia, lideranças de 19 municípios do interior.

Entre os municípios citados por aliados do governo estaria Quixeramobim. Este e os demais são territórios onde Ciro Gomes tradicionalmente possui influência política e base eleitoral consolidada.

O movimento causa particular irritação porque, segundo as fontes, muitas dessas lideranças do interior que ora se aproximam de Romeu são publicamente aliadas do opositor de Elmano ao Abolição, o ex-governador Ciro Gomes.

Quadros próximos ao governador avaliam que a postura de Romeu representa uma "falta de lealdade" ao grupo que o mantém na presidência da Alece e questionam se o deputado ainda pode ser considerado totalmente alinhado ao projeto de continuidade de Elmano.

Por Tadeu Nogueira 

AGÊNCIA DA CAPITANIA DOS PORTOS EM CAMOCIM RECEBE A MAIS ALTA COMENDA DA MARINHA

A Agência da Capitania dos Portos em Camocim (AgCamocim) foi agraciada, na manhã desta quinta-feira (11), com a Medalha da Ordem do Mérito Naval, durante solenidade realizada no Comando do 3º Distrito Naval, em Natal (RN).  

A condecoração foi entregue pelo vice-almirante Jorge José de Moraes Rulff, comandante do 3º Distrito Naval, ao Capitão-Tenente Luciano Pampillo, Agente da AgCamocim, em cerimônia que reuniu autoridades civis e militares. 

A solenidade contou ainda com a presença da presidente da Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR) - Litoral Oeste do Ceará, Alba Maria Aguiar. 

A Ordem do Mérito Naval é a mais alta honraria concedida pela Marinha do Brasil e tem como objetivo reconhecer personalidades, instituições e organizações que tenham prestado serviços relevantes à força naval ou contribuído para o fortalecimento das atividades desenvolvidas pela corporação. 

A condecoração é concedida por decreto do presidente da República, na condição de Grão-Mestre da Ordem, após indicação e avaliação da Marinha do Brasil.

No próximo dia 5 de julho de 2026, a AgCamocim completará 127 anos de presença no município, desempenhando relevante papel em toda sua área de jurisdição com 52 municípios, incluindo uma considerada faixa litorânea de aproximadamente 200 quilômetros, que se estende dos municípios de Itarema até Chaval, além de quatro grandes rios, oito açudes e cinco lagoas.

Por Tadeu Nogueira 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

BARROQUINHA: FESTIVAL DE QUADRILHAS COM INSCRIÇÕES ABERTAS

A Secretaria da Cultura de Barroquinha informa que seguem abertas, até 15 de junho, as inscrições para quadrilhas juninas adultas que queiram participar do V Barroquinha Junino - XVI Festival de Quadrilhas de Barroquinha. 

O procedimento deve ser feito por meio do formulário eletrônico disponível no site da Prefeitura Municipal de Barroquinha (www.barroquinha.ce.gov.br). 

O evento acontecerá de 29 de junho a 4 de julho. 

Galícia, Monique Pessoa e Jotavê são atrações já confirmadas. 

Por Tadeu Nogueira 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

RESERVA D'LOURDES: COMPRE E CONCORRA A UMA CASA


Camocim cresce e novas oportunidades surgem para quem pensa no futuro.

O Reserva D’Lourdes é um loteamento de alto padrão criado para quem deseja investir em uma região com potencial de valorização.

✔️ Lotes a partir de 154 m²
✔️ Parcelas a partir de R$ 989,84
✔️ Comprou em 2026? Concorra a uma casa*

Saiba mais com nossa equipe.

*Consulte regulamento.

siga @reservadlourdes

ROMEU ATACA A IMPRENSA AO NEGAR QUE PERSEGUE JAIME VERAS

No mínimo, paradoxal! 

O deputado Romeu Aldigueri de Arruda ingressou no TRE-CE com a ação de nº 0600118-42.2026.6.06.0000, alegando propaganda negativa atribuída a vários blogs regionais, incluindo o Blog Camocim Online. 

Segundo Romeu, os blogs estariam promovendo ataques contra sua imagem por meio de “manipulação de IA” e anonimato, com o objetivo de sustentar acusações de perseguição dele, Romeu, ao prefeito de Barroquinha, Jaime Veras.

As publicações que circulam na região também afirmam que Romeu teria contratado novos advogados, apontados como ex-ministros do TSE, para enfrentar Jaime Veras.

Porém, o Deputado omitiu o fato de que o blog Camocim Online não é anônimo, pois é amplamente conhecido na região, e que o proprietário sou eu, Tadeu Nogueira. 

Além disso, a notícia citada teria sido divulgada em vídeo, gravado por José Filho, repórter do blog, ou seja, um humano falando para a câmera, e não uma peça anônima automatizada por inteligência artificial.

Outro elemento mencionado no debate é que a advogada Luciana Carneiro teria atuado desde o início no processo que buscou a cassação de Jaime Veras, acompanhando o caso até o julgamento no TSE. Luciana, conforme apontado, é subordinada a Romeu na Alece, por ocupar cargo comissionado na instituição.

Com isso, críticos avaliam que Romeu tenta agora afastar a “pecha de perseguidor” ligada a esse histórico de embate político-jurídico, porém, deixa a dúvida no tocante ao ataque judicial promovido contra este veículo de informação, alegando falsamente o anonimato.

A ação tramita no TRE-CE e mantém em evidência a disputa narrativa e jurídica envolvendo Romeu, blogs regionais e o cenário político de Barroquinha e região.

Por Tadeu Nogueira, Editor-Chefe do Camocim Online, há 18 anos no ar, situado à Rua Zeferino Veras, 301, centro de Camocim, sob o CNPJ 46.454.202/0001-04. 

Em tempo: a foto é original. Não utilizamos IA em nossas publicações.

terça-feira, 9 de junho de 2026

CAMOCIM: MARINHA FORMA PRIMEIRA TURMA DE PESCADORES DE 2026

A Marinha do Brasil, por meio da Agência da Capitania dos Portos em Camocim (AgCamocim), e em parceria com a Secretaria de Pesca, Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Município de Camocim (SEPARHMA), realizou, no último dia 2 de junho de 2026, a cerimônia de formatura do Curso de Formação de Aquaviários – Pescador Profissional (CFAQ-POP 1), certificando 30 novos pescadores profissionais.

Com carga horária de 112 horas-aula, o curso teve como objetivo proporcionar aos alunos conhecimentos teóricos e práticos voltados ao exercício seguro e eficiente da atividade pesqueira. Durante a formação, foram ministradas disciplinas relacionadas à segurança da navegação, combate a incêndio, operação de motores diesel, primeiros socorros, técnicas de sobrevivência no mar, entre outros conteúdos essenciais à atividade.

A solenidade de encerramento contou com a presença da prefeita do município de Camocim, Maria Elizabete Magalhães, que ressaltou a relevância da atuação da Marinha do Brasil na região, especialmente no que se refere à capacitação dos pescadores locais e à promoção da segurança da navegação e da vida humana no mar.

Por Tadeu Nogueira (com Marinha do Brasil)

A UNANIMIDADE

Texto de Francisco Cristino
(Professor de Direito da Universidade Vale do Acaraú)

Fazer o bem sem olhar a quem

Eu estou vendo política e políticos desde os 5 anos de idade.

Passei pelos anos 70, 80 e 90, entrei em um novo milênio, mas nunca conheci uma figura tão odiada da política, malvista e mal falada quanto o senhor Romeu Aldigueri de Arruda.

Estive em Tianguá de quinta a domingo. Estive na sede e nos distritos, fui a Viçosa do Ceará e, nesse intervalo de tempo, revi amigos da política dos mais diversos matizes, tanto os que são de Ciro quanto os que são de Elmano. Mas só encontrei uma unanimidade: Romeu Aldigueri.

Porém, a unanimidade em torno do presidente da Assembleia é do ponto de vista negativo.

E não detectei isso só nessa viagem, isto é por onde ando, da capital ao interior, num gesto que, quando falam o nome Romeu, torcem logo o nariz, até os correligionários, os adversários, escracham.

Os que são da situação, que votam em Elmano e não votam nem topam com ele, dizem que ele é perseguidor, odiento, intriguento, desagregador, fofoqueiro, ciumento, egoísta, egocêntrico, abusivo, invasivo, nocivo e deletério.

Não vou dizer aqui os adjetivos que os que não gostam dele usam para defini-lo, para que ele não fique satisfeito, porque, além de sarcástico, ele é masoquista, e eu não quero agradá-lo, nem ofendendo.

Agora, digo como aquela personagem da Escolinha: mas ele goooooooostcha de ser o malvado favorito.

Tenho certeza que, ao ler esse meu escrito, vai dar uma gargalhada tridimensional, exibindo aquelas lentes, cafonérrimas, que ele colocou nos dentes.

Mas digo há tempos que o Ciro tem dois grandes cabos eleitorais — ou tinha — do lado de Elmano.

Um era pago pelo Abolição, que era o Chagas Vieira. Desse, já perceberam o malefício, e ele foi defenestrado.

O outro, pela ALECE, continua ajudando o Ciro. Mas, se demorarem a descobrir o que todo o mundo político do Ceará já sabe, será tarde, e Inês já estará morta.

Em tempo: a foto é original. Não utilizamos IA em nossas publicações.