quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ADOTE UM JEGUE

O jumento citado na Bíblia, defendido pelo padre Antônio Vieira e homenageado por Luís Gonzaga, é muitas vezes abandonado pelo dono e capturado pela Polícia nas estradas. Mas um advogado do Rio de Janeiro, Pio Borges, quer um destino para o bicho considerado “nosso irmão”. Ele propõe a campanha “Adote um jegue” e começa dando o bom exemplo: está levando para casa três jumentinhos, e o transporte é de avião. Burro, jumento, ou jegue, para os mais chegados. O animal, símbolo do sertão cearense, vai para muito longe. Ele batizou os animais com nomes nordestinos: Batoré, Quitéria e o nome da famosa índia do escritor José de Alencar, Iracema, uma jumentinha de apenas dois meses e 25 Kg. Ela veio de uma fazenda mantida pelo Detran, onde existem 3.500 animais. “Contamos com toda a estrutura. Temos veterinários, veículos para transportar os animais doentes e alimentação”, explica o supervisor de apreensão de animais do Detran, Evandro Freitas.
Fonte: TVM
Lá vou eu: Se esse advogado tivesse conhecido Camocim certamente ia endoidar com tanto jumento solto por aqui, tem do já formado ao que ainda está em formação. Tem jumento velho que fica rondando atrás de comida, mas sempre com ar de prepotência, outros que viram em Camocim uma fonte de alimentação enquanto durar a fartura, esses são jumentos mais experientes, que deixam para os jericos a missão de fuçar onde ele pode entrar, a partir daí o jerico leva coice, no caso é a lei do menos jumento. O problema maior para o advogado seria no ato de recolher os bichos. É que aqui você não dá nada por eles, mas pense em prender um, vira uma confusão do cão, é que do nada aparecem logo os "responsáveis" pelo animal, o tratador, advogado, gente e outros jumentos protestando, já prevendo que serão os próximos, enfim, tem coisa que nunca daria certo por essas bandas, essa é uma delas.
Postado por Tadeu Nogueira