(Inácio Santos)
No dia da graça de 1961 nascia o primogênito de meus pais, mais precisamente no dia 07 de agosto. Ainda no mesmo ano fui levado a pia batismal da Igreja Matriz de Camocim e recebi o sacramento do batismo pelo então padre Inácio, vigário geral desta paróquia. Padre Inácio, chegou a Camocim ainda jovem e fez desta terra, sua terra, desta gente, sua gente, sua família e tornou-se um pastor fiel e cuidadoso no trato com suas ovelhas. Homem de estatura mediana, alvo, corado, de forte temperamento, mas no fundo tinha um grande coração que a todos acolhia com seu jeito peculiar de pastor que tudo faz para não perder uma ovelha sequer.
Encastelado na Igreja Matriz, padre Inácio conduzia com fervor e devoção todos os ritos paroquiais, desde a celebração da Santa Missa até a extrema-unção dos enfermos. Abnegado, não tinha dia ou hora, tempo ruim, no sol ou na chuva era só chamá-lo e estava sempre pronto para socorrer, atender, consolar, ouvir, confessar, batizar, casar e exortar nos últimos momentos. Seus paroquianos com o passar do tempo iam cada vez mais se afeiçoando ao vigário e tendo pelo referido uma verdadeira amizade, misto de respeito e admiração,
Remanescente de família tradicionalmente católica, logo passei a freqüentar as missas dominicais das cinco da tarde, quando, via de regra, a Igreja Matriz superlotava de fiéis. Lá estava impassivelmente padre Inácio dando seu show. Antes de iniciar a celebração, com sua eterna batina preta, percorria as dependências da nave, fazendo uma verdadeira triagem, colocando para fora da igreja mulheres que estavam sem véu (espécie de pano que cobre a cabeça), as que estavam de vestido curto ou sem manga e ao proceder dessa forma dava sermões: - Para fora! Respeitem a casa de Deus.
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Remanescente de família tradicionalmente católica, logo passei a freqüentar as missas dominicais das cinco da tarde, quando, via de regra, a Igreja Matriz superlotava de fiéis. Lá estava impassivelmente padre Inácio dando seu show. Antes de iniciar a celebração, com sua eterna batina preta, percorria as dependências da nave, fazendo uma verdadeira triagem, colocando para fora da igreja mulheres que estavam sem véu (espécie de pano que cobre a cabeça), as que estavam de vestido curto ou sem manga e ao proceder dessa forma dava sermões: - Para fora! Respeitem a casa de Deus.
Postado por Tadeu Nogueira às 08:01h
