É comum vermos a grande mídia, após um acidente de grandes proporções, repercutir sobre as responsabilidades, investigações, quem vai ter direito a indenizações, etc. Isso geralmente ocorre quando envolve empresas aéreas, sendo comum vermos no dia seguinte ao acidente, especialistas dando depoimentos, simulações sendo feitas e todo tipo de especulação. O que me intriga é não ter visto nem de longe algo parecido com isso em relação ao acidente com o ônibus da empresa Guanabara, ocorrido na tarde da última sexta-feira (18), na localidade de Patos, próximo a Sobral, que vitimou 2 passageiros e deixou 37 feridos. Eu não lembro de ter visto ultimamente no noticiário, acidente envolvendo ônibus em que tivesse vitimado tantas pessoas. No entanto o que vi após uma mega cobertura midiática foi um silêncio tumular nos dias seguintes à tragédia. A desgraça traz acessos, ibope, mas isso não isenta quem noticia de arcar com responsabilidades sociais inerentes a função de quem vive da informação. Os feridos deixam de virar notícia "quente" após 24 horas, mas isso não vai tirá-los da dor, do sofrimento, da falta de assistência jurídica. Sem o acompanhamento da imprensa, eles ficam reféns de todo tipo de "acordos" e desacordos que se possa imaginar.
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Postado por Tadeu Nogueira às 02:05h
Foto: Wellington Macedo