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domingo, 28 de fevereiro de 2010

AS FILHAS DA GLÓRIA

AS FILHAS DA GLÓRIA
(Ayla Sousa)
Tenho tantas histórias para recordar. Umas são tristes, como essa que vou descrever. Eu devia ter uns 18 anos e foi decidido por um prefeito da época e os artistas de teatro da velha guarda, que iria ser reativado o grupo de Teatro Pinto Martins (Camocim); e não me perguntem como, fui convidada a fazer parte do grupo. O local dos ensaios e apresentação foi o antigo Cine João Veras (atualmente Restaurante Cine Boteco); lembro que na época vieram dois diretores de Fortaleza para fazer as oficinas e sob o comando de Camocim: Luduvica Duarte. Era uma injeção de gente nova, tinha Paulo Iram, Paulo “Açúcar”, Fátima, Francisco, Bento, Gérson, Maisa e não me pergunte mais, porque o cérebro vai pifar!
A peça escolhida foi "As Filhas da Glória", o cenário era um cabaré. Não me perguntem o motivo, mas fui escolhida para ser a principal filha da Glória (passados 17 anos não recordo o nome do meu personagem), era uma prostitua que se envolvia com o filho do prefeito da cidade (Paulo Iram) que acabou grávida; o prefeito ia no cabaré exigir que se fizesse um aborto. Na trama envolvente, tinha o padre (Paulo Açúcar), que todo cheio de moral, prezava pela moral e os bons costumes dos seus fiéis. Enfim, uma história comovente com direito a muitas lágrimas e risos.
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Postado por Tadeu Nogueira às 10:19h

2 comentários:

campogrande disse...

Prof. Adahilson disse...
Ayla que bom vc trazer esses relatos que marcaram o talento historico teatral de Camocim.
Todas essas pessoas que vc divulga, so faltou oportunidades. Jovens extarordinarios que sem participar de oficinas souberam atraves dp talento escrever de maneira comica e tragica relatos da vida.
Meu amigo Paulo Acucar, um mestre que se tivesse um pitadinha de acucar faria verdadeiras obras primas. Parabens a todos

Paulo Emanuel Lopes disse...

Pois é Ayla, muito poderíamos fazer pelo teatro em nossa cidade, mas acabamos virando "gente grande", cheios de "responsabilidades" e "cousas" pra fazer, o melhor da vida vai ficando pra trás... que chatice né! Falo como ator, pois a arte nunca sai da gente. E hoje, trabalhando em mercadinho, vejo que sim estamos todo o tempo interpretando... algumas vezes interpretando a verdade!