O ministro Dias Toffolli pediu vista do julgamento do recurso de Joaquim Roriz no Supremo Tribunal Federal e adiou o julgamento do caso. O julgamento foi encerrado com apenas um voto no julgamento, do relator do caso, ministro Ayres Britto, contra a candidatura de Roriz e a favor da aplicação da lei já nestas eleições. Logo após o ministro Carlos Ayres Britto votar a favor da aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, criticou a troca de tempo verbal na lei, defendendo que ela tem formato inconstitucional. Segundo ele, a alteração foi feita por emenda de redação, mas alterou o conteúdo do texto. "A mim, me parece, que temos arremedo de lei, ou seja, projeto que violou processo constitucional legislativo." A argumentação deu um nó na cabeça de quem estava com seu voto pronto para ser lido, no caso, o de Dias Toffoli. Diante do "veneno" jogado por Cezar Peluso, o ministro Carlos Ayres não se fez de rogado e chamou o argumento de Peluso, de um legítimo, segundo ele, "salto triplo carpado hermeneutico", o que arrancou gargalhadas de ministros e da platéia presente. O gelo foi quebrado, mas não evitou a decepção causada pelo pedido de vista. Pode até ser que a lei passe no STF, mas pelo que vi hoje, não vai ser nada fácil. Toffoli prometeu revelar seu voto na sessão desta quinta-feira (23), após tentar entender o "salto" de Peluso.
Postado por Tadeu Nogueira às 18:37h
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