A versão pronta para esse escorrego é sempre a de que não se transfere votos. Isso cai por terra se levarmos em conta que um dos maiores chefes de estado do mundo, Lula da Silva, hoje é o maior símbolo de que a transferência de votos é uma verdade nua e crua, ou seja, isso depende da capacidade de quem transfere. No caso de Camocim, essa falta de capacidade de transferir votos a quem sempre resolveu todos os seus "pepinos" quando foi preciso, bate de frente com o estilo da maioria dos eleitores de Chico Vaulino. Esses usariam até bombas em seu próprio corpo caso o prefeito ordenasse. Por outro lado, ele não consegue que pelo menos 50% dessa fatia de seu eleitorado simplesmente digite os números do seu candidato a Deputado Estadual. Devido à concorrência infernal dentro do partido de seu filho, Esmerino espera que dessa vez seu discípulo camocinense arranque para Gony pelo menos 10.000 votos de seus correligionários.
Esse "pedido" é até modesto diante da última votação de Chico Vaulino, em 2008, quando foi reeleito com 18.275 votos, mas, segundo informações que transitam no dia a dia, os números de pesquisas internas mostram que Chico Vaulino terá que arrochar mais ainda o parafuso dos contratados da Prefeitura em busca de votos para Gony, afinal, são eles que, pagos com dinheiro público, andam de porta em porta tentando atingir a "meta" de votos estabelecida por Esmerino, afinal, não é bom negócio decepcionar novamente o homem.
Postado por Tadeu Nogueira às 10:06h