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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O DESAFIO DA MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA

Há dois anos, aproximadamente, pensamos em trazer ao blog, alguém que pudesse falar na maravilhosa experiência de ser mãe. Gostaríamos de levar ao nosso leitor, alguém que aliasse o gosto pela escrita e a dura rotina de ser mãe. Mas o desafio não era apenas esse. O blog queria uma jovem mãe, que tivesse dado à luz ainda adolescente, exatamente porque seria esse público o alvo dessas publicações. Descobri então a Lia Álvares. 
Mas não seria justo ocupá-la na fase mais complicada da maternidade, a adaptação ao um mundo totalmente novo, tendo que cuidar de um ser tão delicado, com 100% de dedicação. Queríamos uma Lia adaptada, que pudesse repassar essa experiência de uma forma mais madura e esclarecedora. Portanto, com vocês, nossa mais jovem colunista:    
O DESAFIO DA MATERNIDADE 
NA ADOLESCÊNCIA 
(Lia Álvares)
Antes de começar o texto, gostaria de me apresentar, já que esse é o meu primeiro post no blog. Me chamo Lia, tenho 18 anos, e um filho de quase 3, chamado Gabriel.
E é basicamente sobre isso que eu gostaria de escrever. Sobre a maternidade e suas dificuldades, pois sei que é um tema do qual muitas mães irão se identificar.
Eu engravidei bem jovem. Tinha 15 anos quando descobri a gravidez. Foi tudo muito difícil, e ainda é. Sou mãe solteira, mas recebo ajuda da família do pai do meu filho. Sempre me pergunto o quão mais difícil deve ser pra quem não tem essa ajuda, esse apoio. Porque ser mãe já não é uma tarefa fácil, ser mãe na adolescência muito menos. Você deixa seus sonhos e objetivos de lado, para cuidar de outro “serzinho” pequeno e frágil, sendo que você mal sabe cuidar de si mesma. Você tem que amadurecer bem mais rápido do que as outras meninas da sua idade, sofre preconceito, alguns (muitos!), amigos se afastam, você já não pode sair quando quer, e nem ter o tempo pra si mesma que tinha antes. Basicamente, tudo muda.
Suas relações se tornam bem mais delicadas e seletivas, afinal, pra gostar de você, terá que gostar da sua cria também. Sua percepção sobre o mundo muda, assim como você, sua mente, seu corpo. É difícil, é duro, porém, gratificante. Você passa finalmente a entender a frase "ser mãe é padecer no paraíso".
Muitas vezes você se pergunta "que rumo minha vida teria tomado se eu tivesse feito outras escolhas?" E então você percebe que não gostaria de ter feito outras escolhas, porque aquele pedacinho de gente vale todo o esforço e sacrifício. Somos mulheres, e praticamente sempre, a carga de educar, cuidar, criar, fica em nossas costas. É uma responsabilidade e tanto. E por muitas vezes é muito solitário. Alguns dias você simplesmente quer o apoio de alguém, um bom conselho, uma palavra amiga. Mas na maioria das vezes o que recebemos são críticas e mais críticas. Dói, mas o que resta é levantar a cabeça e seguir em frente. Seguir não só por você, mas principalmente pelo seu pedacinho de gente. Essa pessoinha que você vai ver crescer, evoluir, se tornar um grande homem ou mulher, e no futuro poder se orgulhar disso. Portanto, não desista, não enlouqueça, não se desespere, e acima de tudo, não dê ouvidos aos comentários alheios. Continue firme e forte, porque apesar da caminhada ser dura e cansativa, a vista é linda.
Lia Álvares 

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