sexta-feira, 15 de setembro de 2017

OPERAÇÃO DA PF APONTA CORRUPÇÃO EM 93% DAS CIDADES DO CEARÁ

Polícia Federal deflagrou nesta semana a Operação Fraternidade, que apura irregularidades em licitações em 171 municípios cearenses, o que corresponde a 93% total de cidades do Estado, que é 184.
As investigações apontam o desvio de cerca de R$ 380 milhões entre janeiro de 2002 e 2013. É uma das maiores operações no Estado, em nível de cifras apuradas no desvio e força mobilizada.
A operação foi iniciada a partir de levantamento da Controladoria Geral da União (CGU). Foram cumpridos no Ceará e no Piauí 45 mandados judiciais, expedidos pela 11ª Vara Federal de Fortaleza, sendo nove prisões temporárias, 24 buscas e apreensões, 12 de conduções coercitivas, além de sete mandados de intimação.
Nos vínculos dos principais investigados, 68 pessoas jurídicas teriam recebido verbas públicas de 171 municípios cearenses, conforme os investigadores. A PF afirma que os desvios atingiram também recursos federais, “sem que fosse detectada a interrupção das atividades do grupo desde então”.
A Polícia explica que o nome da Operação, “Fraternidade”, faz alusão ao núcleo do grupo, formado, entre outros, por três irmãos, com vinculação com diversas empresas.
O grupo investigado agia principalmente por meio de utilização das empresas controladas em conjunto e em forma de rodízio para vencer disputa de licitações, recebendo os valores do orçamento público para execução de obras e atividades “sem chamar a atenção das autoridades”. Conforma a PF, parte do montante é desviada “através de superfaturamentos e inexecuções dos contratos”.
Em nota, a PF afirma que os envolvidos devem responder criminalmente, na medida de suas condutas, pelo cometimento dos crimes de organização criminosa, crimes da lei de licitações, falsificação de documentos, corrupção e lavagem de dinheiro.
A CGU aponta ainda falsificação de documentos, lavagem de dinheiro, múltiplos vínculos societários entre as empresas e utilização de pessoas jurídicas de fachada e de pessoas interpostas em contratações públicas promovidas por prefeituras. 
Os recursos federais e municipais vêm do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Postado por Tadeu Nogueira às 09:15h
Com informações do Jornal O Povo 

Um comentário:

Neide França disse...

Esse país ainda tem jeito. É um trabalho de formiguinhas. Se o Judiciário não fosse tão corrupto quanto o Executivo e o Legislativo, as coisas começariam a entrar nos eixos. Isso é apenas uma Operação de investigação em dois Estados da Federação. Imagine se ampliar para o Brasil?? O que mais indigna o cidadão, é que nesse caso da matéria, o desvio das verbas públicas advém da Educação. Enquanto isso, Professores desvalorizados, falta de merenda para as crianças, Escolas sucateadas e outras demandas não atendidas. Tenhamos fé, que da para melhorar.