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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

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...E OS DESFILES DE OUTRORA
O Dia da Pátria começava cedinho com uma alvorada ao som de hinos e dobrados tocados pelo Sonoros Pinto Martins. Aliás, era entre as ruas Alcindo Rocha e Independência que o palanque das autoridades ficava, quase em frente à Biblioteca Municipal Pinto Martins, na Rua 24 de Maio. 
Cordas de náilon atadas nos postes faziam o cordão de isolamento. O verde e amarelo predominava nas bandeirinhas distribuídas para a população que se acotovelava para ver a Parada de Sete de Setembro. Nas escolas, antes de sair para o desfile, era feita a revista dos pelotões. De todos os cantos da cidade os sons dos tambores chegavam desencontrados, mas que, por ironia, provocavam um fundo musical característico. Aqui e acolá troava um som de corneta. 
As autoridades se aboletavam no pequeno palanque ornado de verde e amarelo, ele mesmo pintado dessa cor esperando o desfile das escolas e das representações do Exército, que era o Tiro de Guerra, da Marinha, quase sempre nos seus jipes, e da gloriosa Polícia Militar, que encerrava o desfile ao som de sua banda e de tiros para o alto, que invariavelmente provocava alguns gritos de espanto da multidão. 
Contudo, no que se refere ao desfile estudantil, a atenção maior era para a competição estimulada pela Prefeitura Municipal. Neste sentido, se esmeravam para ganhar o prêmio, o Instituto São José, com representações de quadros da história nacional em carros abertos, o SESI (Serviço Social da Indústria) e o CSU (Centro Social Urbano) com seus pelotões representativos de modalidades esportivas e projetos desenvolvidos nestas instituições. Muito deste aparato cívico foi-se com o tempo! O desfile moderno é mais uma formalidade, com outros símbolos e sentidos, mesmo porque, que independência devemos comemorar?
Na foto, alunas do Instituto São José, nos anos 1980, desfilando entre a esquina da Rua da Independência e Rua Zeferino Veras. Sentido. Sul-Norte. Prédio ao fundo: Associação dos Retalhistas. 
Carlos Augusto Pereira dos Santos
Historiador
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Foto: Arquivo do ISJ

1 comentários:

Antonio Fernando disse...

Isso nos faz voltar no tempo e ver que apesar de o crescimento no reconhecimento dos direitos sociais, esse tipo de evento realmente não tem mais o brilho de outrora. Parece que as coisas foram perdendo a importância é o civismo esquecido.