sexta-feira, 27 de abril de 2018

DÍVIDAS E ATENDIMENTO PRECÁRIO COLOCAM UPA DE GRANJA NA "UTI"

Os 70 servidores da Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas de Granja, demitidos sumariamente no início de abril deste ano, seguem à deriva, sem definição de quando receberão os salários atrasados e os direitos trabalhistas. Alguns já desistiram, enquanto outros, sem opção, continuam trabalhando no aviso prévio, sem certeza de futuro, acumulando dívidas passadas e sofrendo com o presente.  
Segundo informações obtidas pelo Camocim Online, a UPA de Granja está funcionando com efetivo baixíssimo, falta de material e comando. É que não há oficialmente ninguém ocupando a diretoria. 
De acordo com uma fonte do blog, nos dois primeiros dias desta semana, a UPA estava atendendo apenas com um médico, um técnico em enfermagem e um enfermeiro. 
Os equipamentos de ar-condicionado estariam quase todos sem funcionar, causando assim um calor infernal no interior do prédio. O motivo seria o atraso do pagamento à empresa que faz a manutenção. Também pelo mesmo motivo, o fornecimento de oxigênio vive sob risco de corte. Para piorar, a unidade perdeu recentemente três médicos que vinham sendo elogiados pela população. 
A debandada estaria relacionada a uma estranha e indecente proposta relacionada ao pagamento dos plantões. Os médicos não concordaram e decidiram ir embora.   
"Não é exagero dizer que a UPA está a um passo de fechar em Granja. Até para fazer café é preciso vaquinha entre funcionários", disse um usuário. Como não poderia deixar de ser, os moradores são os que mais sentem na pele o descaso.  
Além do caos instalado, segundo o Portal da Transparência, a Prefeitura de Granja segue devendo ao Consórcio Público de Saúde, R$ 997 mil reais em repasses referentes ainda ao ano de 2017, para manutenção da UPA da cidade. 
Postado por Tadeu Nogueira às 12:26h

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