sábado, 13 de outubro de 2018

PREVENÇÃO AINDA É DESAFIO PARA SAÚDE BUCAL NO BRASIL

O Camocim Online reproduz abaixo, uma relevante e esclarecedora matéria do Jornal O Povo, a respeito de saúde bucal, escrita pelo Camocinense Paulo Emanuel Lopes: 

Alguns minutos de espera no Centro Odontológico Dr. David Cruz, no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza, são suficientes para esboçar um panorama dos procedimentos mais buscados nessa clínica de atendimento particular: uma paciente procurava a emergência porque uma obturação havia caído, outra chegou afirmando sentir dor em quatro dentes. 
A cirurgiã-dentista Cibele Gonçalves de Albuquerque (CE-CD-5317), responsável técnica pelo local, confirma a avaliação preliminar: as principais demandas do centro odontológico privado são relacionadas a atendimentos curativos, e não preventivos.
O mesmo padrão pode ser visto na rede pública. Até o início dos anos 2000, o acesso à saúde odontológica no País era difícil e limitado. Havia demora no atendimento, poucos serviços eram oferecidos, e o principal procedimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) era a extração dentária, perpetuando uma visão errônea de “odontologia mutiladora”. Quem faz essa análise é o próprio Ministério da Saúde, que aponta a implantação da Política Nacional de Saúde Bucal (PNSB) — programa Brasil Sorridente como um divisor de águas positivo. No mesmo período, o acesso da população a planos odontológicos privados também passou por transformação.
O cenário apontado pela cirurgiã-dentista Cibele e pelo coordenador de Saúde Bucal da Prefeitura também pode ser encontrado no interior do Estado. É o que nos conta o cirurgião-dentista Francisco Lopes de Souza (CE-CD-2713), que há 25 anos atende em consultório particular próprio em Camocim, município localizado a 340 quilômetros da Capital, mas que também já fez parte de programa público de prevenção em saúde bucal. “As principais demandas ainda são extrações, obturações e próteses, infelizmente”, conta.
“A realidade do consultório é que fazemos muito mais procedimento corretivo, mutilatório, do que preventivo. Ideal seria o paciente chegar para cuidar da aparência, e não deformá-la. A pessoa já chega com a cárie enorme, se ele não tomar cuidado futuramente esse dente pode dar problema. E se precisar arrancar, se perde uma ferramenta importante, se altera a mastigação, fonação”, relata o dentista. 
Leia no Jornal O Povo (AQUI) a matéria completa.
Postado por Tadeu Nogueira às 11:10h

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