sábado, 26 de janeiro de 2019

BRUMADINHO - UMA TRAGÉDIA (MAIS UMA) ANUNCIADA

Em 11 de dezembro do ano passado, uma reunião extraordinária realizada no centro de Belo Horizonte discutiu a ampliação das atividades de exploração de minério na região de Brumadinho (MG).
Com a presença de conselheiros, advogados e representantes da sociedade civil, o Conselho Estadual de Política Ambiental aprovou por 8 votos contra 1, e 1 abstenção, o pedido da Vale S.A para dar continuidade às operações da Mina de Córrego do Feijão. 
No encontro, as partes envolvidas e ativistas ambientais chegaram a debater a possibilidade de rompimento da barragem. Apesar disso, a autorização, que aumentaria a capacidade de exploração em 88% até 2032, foi concedida.
No dia da reunião, o representante do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Julio Cesar Dutra Grillo, disse que precisaria de uma negligência para a barragem se romper.
Antes do encontro, o Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc) tentou retirar o pedido da Vale da pauta, porque constatou uma série de inconsistências no processo de licenciamento.
Dentre os problemas encontrados pela Fonasc estava o fato de que o licenciamento deveria ter sido realizado em três fases (de licença prévia, de instalação e de operação), mas foi feito de uma só vez. 
Resultado: A negligência aconteceu. Ela ceifou ontem, por enquanto, 9 vidas, deixando mais de 300 desaparecidos e uma região devastada. É Brasil. 
Postado Tadeu Nogueira às 09:10h
Com informações da Exame 

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