terça-feira, 7 de maio de 2019

EDITORIAL

Em meio às recentes polêmicas envolvendo o transporte de universitários em Camocim e Granja, fui perguntado sobre minha opinião a respeito da utilização desses veículos, bancados com dinheiro público, por parte de pessoas que cursam universidades particulares. 
Na ocasião, informalmente, me coloquei contra. E agora, publicamente, reitero minha posição. 
Sem entrar na questão da legalidade, em tempos de busca por mudanças, podemos argumentar a moralidade do fato. 
Nesse cenário, a meu ver, os ônibus destinados para esse fim, deveriam ter seu assentos destinados, inicialmente, para alunos de universidades públicas. Depois sentariam os que cursam nas instituições particulares, mas desde que fossem bolsistas ou financiados pelo Fies. Sobrando lugares, aí sim, seria a vez de abrir vagas para os mais abastados, a pequena fatia que pode pagar integralmente um curso particular. No meu entender, quem pode pagar por tal curso, também tem como arcar com estadia e alimentação ou, sendo o caso, utilizar vans ou ônibus de empresas privadas diariamente. 
Vivemos em um país de desigualdades abissais. Muitos jovens abdicam dos cursos para os quais foram aprovados pelo  Enem, por exemplo, simplesmente por não terem como bancar o transporte. Saber que alguém, que tem condições financeiras para isso e muito mais, está, de alguma forma, interrompendo a realização desse sonho, dói na alma de qualquer ser que possua o menor dos graus de sensibilidade humana.  
Postado por Tadeu Nogueira às 10:37h

Um comentário:

roinuj 00 semog disse...

Pois eu pago minha faculdade e nem por isso tenho condições,sou desempregado e ralo pra pagar...Acho equívoco essa desigualdade,todos tem o direito de ter um lugar no bus independente que seja pública ou particular cada um curso a faculdade que quer é conforme achar necessário,seja ela privada ou pública