segunda-feira, 14 de outubro de 2019

GRANJA: BEBÊ MORRE APÓS MÃE ESPERAR 11 HORAS POR PARTO

A auxiliar de serviços gerais Tereza Maria Veras, 36 anos, que estava grávida de nove meses de um menino denuncia que perdeu o bebê após esperar 11 horas para fazer o parto.
Tereza Maria buscou atendimento no Hospital Maternidade Vicente Arruda no último dia 9, na cidade de Granja. 
Ela disse que sentia muitas dores, estava também com náuseas, porém mesmo assim, o parto não foi realizado prontamente no hospital.  
Eu cheguei no hospital por volta das 14 horas do dia 9 de outubro. Estava sentindo muitas dores. Estava vomitando também. Me receberam normal. Duas horas depois fizeram o exame de toque e me deixaram em uma cama até quase 1 hora da manhã do outro dia. Então fiquei 11 horas esperando que um médico chegasse e me atendesse”, disse, revoltada.  
Tereza Maria afirmou que as enfermeiras disseram, quando ela chegou à unidade, que o hospital só tinha um médico que fazia uma cesárea em outra paciente. O profissional saiu sem vê-la, segundo a mulher.
“As enfermeiras disseram para mim que tinha um médico, no entanto ele estava ocupado. Quando deu 19 horas a bolsa estourou e eu com muitas dores perguntei pelo médico. Elas não souberam informar o motivo dele ter ido embora sem me ver”, afirmou. 
Tereza Maria afirmou que já pela madrugada, por volta de 00h30, uma enfermeira decidiu que a paciente precisaria ser transferida urgentemente. A profissional de saúde assinou um documento de transferência e acompanhou a mulher até o hospital de Camocim, distante 24 km de Granja. Ela chegou em Camocim por volta de 1h30 e um médico atendeu rapidamente, fez a cesariana, mas retirou o bebê morto. 
Revoltada, Tereza Maria contou que a família vai recorrer à Justiça. “Ninguém do hospital nos explicou os motivos do que aconteceu até agora. O médico estava lá e era para ter me visto. Ter me atendido. Depois vamos procurar os nossos direitos para que Justiça seja feita. A morte do meu filho não pode passar impune”, disse. 
Na residência da auxiliar de serviços gerais tudo já estava preparado para receber o menino. Inconformada e triste, Tereza lamenta a perda do filho. “Foram nove meses de espera, sentindo-o mexendo dentro de mim, com aquele amor de mãe que sempre sonhei”, afirmou, emocionada. Confira a matéria completa no DN
Postado por Tadeu Nogueira às 19:03h

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