segunda-feira, 7 de setembro de 2020

O SILÊNCIO DAS FANFARRAS

Camocim acordou nesta segunda-feira (07) sem o burburinho dos estudantes e sob o silêncio das fanfarras da tradicional parada cívico-militar. 

As marchas e dobrados foram emudecidas pelas medidas de combate à Covid-19. Nenhum habitante de Camocim havia vivenciado um feriado da Independência sem suas comemorações. Estamos diante de um momento histórico, que certamente será lido pelas gerações futuras, por meio dessas mal traçadas linhas. 

Não teremos, como sempre tivemos, as autoridades civis, militares e eclesiásticas hasteando bandeiras e acompanhando o desfile de balizas, educadores, bravos policiais e a execução de "Cisne Branco" emocionando a todos durante a passagem da Marinha do Brasil. A Rua 24 de Maio não terá homens, mulheres e crianças se acotovelando em busca do melhor ângulo do jubilar momento de homenagem à soberania da nação.  

Neste ano, em que a história foi alterada de toda as formas, se estamos sendo testemunhas de um Dia da Pátria diferente, devemos não apenas dar um "Viva o Brasil", mas, acima de tudo, um "Viva a Vida". 

Por Tadeu Nogueira 

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