quinta-feira, 18 de agosto de 2022

GRUPO DE EMPRESÁRIOS BOLSONARISTAS DEFENDE GOLPE SE LULA FOR ELEITO

Um grupo de empresários bolsonaristas defendeu um golpe na hipótese de Lula (PT) se eleger para um terceiro mandato presidencial nas eleições de outubro. 

A informação é do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles. Segundo ele, entre os empresários que pregam uma ruptura institucional está o cearense Afrânio Barreira, do grupo Coco Bambu.

Amado relata ter acompanhado troca de mensagens entre os membros de um grupo de WhatsApp do qual os empresários fazem parte. Além de Barreira, integrariam esse grupo “Luciano Hang, dono da Havan; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; e outros menos famosos, como José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii”.

Nesse espaço, ainda de acordo com Amado, “o apoio a um golpe de Estado para impedir a eventual posse de Lula ficou explícito no dia 31 de julho”. “José Koury, proprietário com extensa atuação no mercado imobiliário do Rio de Janeiro”, escreveu o jornalista, “foi quem abordou o tema, ao dizer que preferia uma ruptura à volta do PT”.

“Prefiro golpe do que a volta do PT. Um milhão de vezes. E com certeza ninguém vai deixar de fazer negócios com o Brasil. Como fazem com várias ditaduras pelo mundo”, publicou Koury nesse grupo chamado de “Empresários e Política”.

Amado então narrou que a sugestão teria ganho adesões. “O empresário Afrânio Barreira, dono do Grupo Coco Bambu e eleitor público de Bolsonaro, também respondeu à mensagem de Koury, com a figurinha de um rapaz aplaudindo”, afirmou.

Conforme o Metrópoles, “a possibilidade de ruptura democrática foi o ponto máximo de uma escalada de radicalismo” e que, além da tese, os integrantes do grupo também compartilharam ofensas a magistrados e críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao se apresentar ao grupo”, contou Amado, “Wrobel disse ser eleitor de Bolsonaro desde o segundo mandato do ex-capitão na Câmara dos Deputados: ‘Quero ver se o STF tem coragem de fraudar as eleições após um desfile militar na Av. Atlântica com as tropas aplaudidas pelo público’, publicou”.

Por Tadeu Nogueira 
Fonte: Jornal O Povo