sexta-feira, 3 de novembro de 2023

FESTIVAL GASTRONÔMICO DE CAMOCIM - A FÓRMULA DEU CERTO! E AGORA?

O I Festival Gastronômico de Camocim, realizado nos dias 27 e 28 de outubro, na Praia do Maceió, de forma geral, foi um sucesso. 

Essa é a nossa opinião. 

Problemas existiram? Sim. Eles aparecem em todo e qualquer evento, variando apenas no seu grau de complexidade. 

Os que surgiram em Maceió não foram suficientes para ofuscar o evento. 

A parceria entre Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico e Sebrae, foi crucial. O Sebrae, com sua expertise, deveria ser mais acionado em Camocim. Seu potencial é gigante. 

Já sobre o que o Festival Gastrômico pode ter deixado de legado, posso afirmar, sem dúvida alguma, que a Prefeitura Municipal deveria entender o sucesso do evento como uma espécie de aval para passar a investir no modelo que foi adotado. 

A verdade é que Camocim subutiliza seu litoral. Desdenha do poder de atração do seu próprio mar. E olha que é o maior do Ceará. 

A escolha do campinho de futebol foi perfeita. Não dá para não pensar nele para eventos futuros. Podemos sugerir, claro, novas edições da disputa gastronômica, além de feirinhas de artesanato e, sem pestanejar, um Réveillon, digamos, light, com atrações de qualidade, sem necessariamente serem caríssimas, mesclando com talentos locais. 

O show de fogos (sem barulho) pode ser na frente. Espaço não é problema. Guardando as devidas proporções, óbvio, o evento de gastronomia, que incluiu atrações como Waldonys, Makem e Trio Plural, nos remeteu aos feitos com tanto esmero em Viçosa do Ceará. E olha que isso é um baita elogio. 

Para quem não sabe, existe uma demanda reprimida enorme em Camocim para eventos feitos com bom gosto, com boa música, de preferência com um volume de som em que seres humanos possam falar sem precisar gritar, e que comecem e terminem cedo. E esse público não está somente em Camocim, acreditem. 

Agora é sentar, conversar, avaliar e planejar a continuidade do que deu certo. Parceiros não faltarão.  

Por Tadeu Nogueira