Em cerca de seis meses, o Brasil terá o primeiro fitoterápico industrializado desenvolvido a partir da planta Phyllanthus niruri — a popular quebra-pedra —, tradicionalmente usada para auxiliar no tratamento de distúrbios urinários.
Para viabilizar o produto e sua submissão regulatória na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), três parceiros se somaram.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) firmou acordo com a Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), para o desenvolvimento do fitoterápico a ser disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS).
Lá vou eu: essa notícia me traz uma emoção especial. Ainda em meu tempo de menino, vi várias vezes mamãe fazendo chá de quebra-pedra para combater seu cálculo renal. A garrafa com o chá ficava na geladeira. Vez por outra eu me enganava com a da água gelada e tomava. O gosto não era ruim.
Pelo contrário, ele foi muito bom para minha mãe, que se livrou de uma cirurgia graças à sua insistência em acreditar no poder de cura da natureza. Agora chegou a vez da ciência reconhecer o que minha mãe e tantas outras mães e pais sabiam desde sempre.
Detalhe: não sei hoje, mas antes a planta era facilmente encontrada até nas coxias.
Por Tadeu Nogueira