O deputado Romeu Arruda deixou bem claro para sua rede particular de mídia que está lançando um novo projeto político em Camocim, já se apresentando como novo líder da oposição local, posição que ele sempre busca quando "entra" em um município.
O objetivo, claro, se baseia na máxima de Goebbels, que dizia que uma "mentira dita mil vezes torna-se verdade".
Mas que tal irmos aos fatos?
Na verdade, o tal projeto, que nunca foi político, mas sim pessoal, foi tirado da gaveta simplesmente porque as candidaturas de federal (dele) e estadual (da esposa), foram rejeitadas pelo líder natural da oposição em Camocim, o ex-prefeito Chico Vaulino.
E isso de Romeu e aliados dizerem que Chico pegou de surpresa a todos com a decisão de romper com ele e o PT, é conversa para boi dormir.
Esse rompimento, o segundo entre os dois, já vinha se desenhando há bastante tempo, tendo ficado à mostra no último dia 2 de dezembro de 2025, quando Chico e Euvaldete se recusaram a dividir o palanque com o governador Elmano e o dito Romeu durante a solenidade de inauguração da Delegacia de Polícia Civil e Quartel do Corpo de Bombeiros, em Camocim.
Outro sinal cristalino ocorreu no dia 24 de janeiro, quando já não teve a tradicional e hipócrita mensagem da dupla Romeu-Aníbal parabenizando Chico por mais um ano de vida.
Bastou entender os sinais externos e internos.
No dia 28 de março, por exemplo, o Camocim Online deu em primeira mão que Euvaldete seria candidata à deputada, deixando novamente claro que o rompimento já era fato, portanto, nunca houve isso de "decisão repentina".
A realidade é que Romeu, para encobrir mais uma vexatória derrota política ao não conseguir garantir os votos para si, a esposa e o governador Elmano, demonstrando incompetência na função de articulador, busca agora o "plano b" com a "história de trancoso" do tal "projeto para Camocim", garantindo, no modo "desespero", a fórceps, votos em troca de benesses em equipamentos do Estado.
Resta saber se ele terá empregos suficientes para terminar 4 de outubro à frente de quem ele sempre chamou de "maior liderança de oposição da região".
Ou isso também era inspirado em Goebbels?
Por Tadeu Nogueira
