sábado, 16 de maio de 2026

CONHEÇA O HOMEM QUE DESCOBRIU OS GRUPOS SANGUÍNEOS

Você provavelmente cresceu ouvindo que existem apenas oito tipos sanguíneos no mundo. A, B, AB e O, cada um positivo ou negativo. 

O número é simples, fácil de decorar, e aparece em qualquer livro escolar. Mas é um recorte didático, não a realidade biológica.

A medicina já catalogou mais de quarenta sistemas sanguíneos diferentes no corpo humano, com mais de seiscentos antígenos identificados. 

Existe inclusive um tipo chamado Rh-null, conhecido como sangue dourado, com menos de cinquenta portadores conhecidos no planeta inteiro. A biologia do sangue não cabe em uma postagem viral.

A história real começa em Viena, na Áustria, em 1900. O médico austríaco Karl Landsteiner percebeu que misturar o sangue de pessoas diferentes provocava reações que podiam matar. 

Até então, transfusões eram quase loteria. Médicos transfundiam sangue de animais em humanos, ou de uma pessoa em outra sem nenhum teste, e pacientes morriam aos montes sem que ninguém soubesse o motivo.

Landsteiner identificou os tipos A, B e O em 1901. Um ano depois, dois colegas seus encontraram o tipo AB. Em 1940, já trabalhando nos Estados Unidos, ele descobriu o fator Rh com Alexander Wiener. 

Ganhou o Nobel em 1930 e morreu em 1943, dentro do próprio laboratório, ainda pesquisando. Toda transfusão bem-sucedida dos últimos cem anos descende dessa descoberta.

A coincidência some quando a história aparece. O mistério dos tipos sanguíneos não estava no número oito. Estava num médico vienense que olhou duas gotas de sangue no microscópio e perguntou por quê.

Por Tadeu Nogueira (com Historiailtda)