Não se trata de uma mazela apenas de Camocim, longe disso. Porém, é aqui que moramos e, portanto, é pertinente falar sobre algo que acabou se integrando, infelizmente, à rotina dos moradores.
Defendida apenas por quem possui moto e utiliza essa prática nefasta (veremo isso nos comentários), que afeta a saúde principalmente de idosos, crianças, animais e de pessoas que travam batalhas contra doenças graves, essa barulheira diária, cada vez mais presente nos quatro cantos da cidade, substituiu de vez, e com muito mais força, o chamado foguete barulhento — produto que praticamente sumiu após a proibição por lei sancionada pela prefeita Betinha Magalhães.
Ou seja, ficou seis por meia dúzia. Como não há nenhuma ação efetiva coibindo o que já é proibido por lei, Camocim se curvou a um barulho que se mostra pior que a foguetaria.
A coisa ficou tão sem controle que nem seria preciso fazer blitz para obrigar o uso da descarga, pois até o agente mais desprovido de audição escutaria com facilidade o estrondo diário que ecoa sobre a terra de Pinto Martins.
Guerra perdida, se é que um dia alguma foi travada nesse sentido, o jeito é cada um se cuidar para não ficar "mouco", doido ou ambos.
Por Tadeu Nogueira
