No último dia 23 de março, o Núcleo de Psiquiatria Forense do Ceará concluiu o laudo sobre o incidente de insanidade mental de Antônio Charlan Rocha Sousa, assassino confesso do Vereador César Veras.
O documento aponta que o réu sofre de Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29), o que o torna inimputável.
Logo após publicarmos a notícia, Felipe Veras, irmão de César, se manifestou em seu Instagram sobre o resultado do laudo:
“Hoje a indignação fala mais alto.
Em 28/04/2024, a vida de César Veras foi arrancada de forma brutal, deixando uma família destruída pela dor, pela saudade e pela ausência que jamais será preenchida.
Enquanto minha família sofre diariamente com o vazio, com as lembranças e com a injustiça de nunca mais poder abraçar quem ama, a Justiça reconhece como inimputável aquele que cometeu esse crime bárbaro.
Depois de tirar uma vida, agora surge a possibilidade de alegar incapacidade para responder pelos próprios atos.
E o mais revoltante: se não houver manicômio judiciário no estado do Ceará para cumprir a medida de segurança, existe o risco de esse assassino voltar às ruas.
Como aceitar isso?
Como explicar para minha família, que quem matou pode ser colocado em liberdade enquanto nós permanecemos condenado a uma prisão eterna de sofrimento e saudade?
César Veras não volta mais.
A dor da família não acaba. A sensação de impunidade machuca ainda mais.
Justiça não pode significar abandono da vítima e proteção apenas para quem destruiu uma família inteira.
Que a memória de César Veras jamais seja esquecida.”
Por Tadeu Nogueira
