segunda-feira, 30 de julho de 2018

DA SECA À SEGURANÇA

A seca ficou no "canto". Pois é, a velha seca, utilizada por décadas como bandeira de campanhas eleitorais no Ceará, deixou a pauta dos candidatos. 
Deixou de ser "chique" falar de seca. O tema não atrai mais a atenção do eleitor, apesar de continuar assolando impiedosamente o estado. 
A bandeira da vez, e já vinha sendo há algum tempo, é a segurança pública. Assim como a seca, o candidato discursa dando a solução, mas para isso ele tem que ser eleito. 
Ou seja, é como saber como curar uma doença que mata milhares, porém, para dar a fórmula da vacina, o sujeito exige algo em troca. No caso da política, o preço é o voto. 
Caso não consiga ser eleito, o candidato se nega a seguir a luta contra a insegurança, nega dar a fórmula que cura a "doença". Isso prova que o interesse dele não passa do seu próprio. Até porque, assim como a seca, se o problema da insegurança for resolvido, vai faltar assunto no.  
Um reflexo da segurança pública como "bola da vez" como forma de chegar ao poder é o crescente número de militares se candidatando a cada eleição. Enquanto isso, na prática, a insegurança segue reinando. Ela e a seca. 
Postado por Tadeu Nogueira às 08:55h

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