Doeu ontem na alma, não a eliminação do Brasil, mas o choro contido, outros soluçantes, de algumas crianças que acompanhavam pela TV a partida contra a Noruega bem perto de mim.
A triste realidade é que, de Copa em Copa perdida, já temos praticamente uma geração inteira sem saber o que é sentir a emoção de ser campeão do mundo de futebol.
Os nascidos a partir de 1º de julho de 2002, por exemplo, não viveram ainda essa indescritível adrenalina que nos faz rir, chorar e gritar ao mesmo tempo.
Ah, se os jogadores brasileiros tivessem se inspirado mais no sorriso e esperança da criançada antes do duelo contra os gigantes nórdicos. Era bonito de se ver.
Veio-me à mente eu vendo a Copa de 78 ao lado do meu velho pai, numa Telefunken. Só tenho alguns flashes dessa época, até porque eu tinha apenas 7 anos.
O Brasil ficou em 3º lugar, de forma invicta, porém, o que me marcou foi a revolta que papai sentiu da seleção peruana, goleada de forma estranha pela Argentina, resultado que tirou o Brasil da final.
Não lembro de ter chorado, mas certamente isso aconteceu, o que deve ter apertado o coração do Seu Nogueira.
Por Tadeu Nogueira
